Paralelo entre o filme: “A Conquista do Paraíso” e a leitura de “A descoberta da América” de Tvzevetan Todorov
Solicitado pela profª; Sayonara Andrade
O filme: ”A conquista do Paraíso-1492” trata da chegada de Cristóvão Colombo a América de maneira bem coerente com a história “A descoberta da América”, escrita por Tzevetan Todorov.
A descrição feita tanto no filme como no livro sobre Cristóvão Colombo é de um homem persistente na busca da realização de um sonho: chegar as Índias; as dificuldades encontradas na travessia do Oceano Atlântico bem como as necessidades que os passageiros tinham ao empreender uma jornada em um tempo em que o irreal tomava conta da mentalidade das pessoas e até mesmo o fato de não saber o dia provável da chegada deixada todos com uma insegurança sobre o que o futuro iria trazer, o que motivava principalmente essas viagens era a esperança de ficar rico, a glória de uma grande descoberta, o começo de uma nova vida. A chegada na nova terra que Cristóvão Colombo achou ser as Índias, apesar de todas as diferenças que encontrou baseado nas informações prestadas por Marco Pólo foi na visão eurocêntrica a chegada em um paraíso, pois a diferença em relação ao mundo em que viviam eram muitas, principalmente porque a Europa estava saindo da peste negra, Colombo como um grande estudioso que era da natureza ficou encantado com tudo que aqui existia incluindo também os nativos,a mudança do colonizador em relação aos chamados índios ocorreu que quando ao retornar na segunda viagem não encontrou os que haviam ficado o que despertou medo e insegurança aos que estavam chegando,o que fez com optassem por tomar medidas violentas e foi com muito tato que Colombo conseguiu que olhassem com olhares menos vingativo,só que não foi uma paz muito duradoura pois a procura por riquezas era uma busca constante o que levou ao massacre e a escravização dos índios muitas vezes com o consentimento da Igreja Católica.A ilusão que havia chegado as Índias foi constante na vida de Colombo,engano que só foi desfeito por Américo Vespúcio que recebeu como prêmio o nome do novo mundo em sua homenagem:América.
Tanto no filme quanto no livro existem muitas coisas em comum, fato que dificulta achar divergências, significando que o filme foi muito bem elaborado, partindo integralmente da leitura do livro.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Resenha o Crime na Cor
Resenha solicitada pela professora Liliane Fernandes no 5º período
Pires, Maria de Fátima Novaes. O crime na cor: escravos e forros no alto sertão da Bahia (1830-1888)-São Paulo 1999
O título do livro ’’O crime na cor’’foi de grande importância e deve ser usado sempre como referência para a obra, é bastante claro o fato de que ser negro neste período e neste contexto histórico era um crime que em muitos casos descritos era punido com a morte.
A autora apesar de não encontrar fontes que definam o quotidiano dos escravos e forros no sertão baiano sem um olhar de estrangeiro e também por haver pouca pesquisa acadêmica sobre o assunto foi buscar através de 111 processos criminais a base para seu trabalho de dissertação que foi divido em três partes, na primeira parte foi analisado o panorama geral da região, na segunda a criminalização foi o tema e por último a relação entre escravos e senhores.
A importância dos tropeiros (forros, libertos, estrangeiros) é bem evidenciado pela autora, o transporte das mercadorias no sertão era um trabalho estafante, devido às grandes distâncias percorridas.
Os escravos e forros desempenhavam inúmeras funções, partilham espaços comuns no trabalho e em suas diversões, os plantéis que eram considerados médios ou pequenos com até 18 escravos por proprietário que utilizavam a dominação senhorial e praticas repressivas para maior controle social que era feita através de leis chamadas de posturas onde escravo tinha inúmeras proibições incluindo direito de ir e vir e o toque de recolher, onde o senhor era o verdadeiro interessado, pois era seu trabalhador que poderia ser punido.
A descoberta feita através destes processos de que no sertão baiano não havia feitores e que a pena de morte era utilizada para crimes cometidos por escravos torna a escravidão no sertão como uma das mais cruéis e a descrição dos castigos afligidos por senhores é de uma atrocidade sem limite onde a morte para muitos era tida como um prêmio.
A resistência escrava não era diferente de outras regiões do Brasil, o negro nunca foi passivo como alguns autores costumam definir e a autora faz uma critica ao autor Gilberto Freire e Senzala sobre esses relacionamentos que é descritos como benevolente por parte dos senhores, é bom sempre lembrar que existe os dois lados, nada é definitivo.
O fato do sertão baiano nesta obra se referir a duas regiões distintas, Rio das Contas e Caetité e estarem descritas ao mesmo tempo requer muita atenção do leitor, é necessário sempre dar uma segunda olhada para ver de onde esta se falando, ás vezes refere-se á região como um todo.
Algumas vezes as crueldades impostas aos escravos e descritas pela autora sem meias palavras, baseada nos processos criminais é difícil de aceitar, mesmo sabendo que são verdadeiras principalmente tendo conhecimento que muitos destes castigos eram feitos dentro da lei.
Pires, Maria de Fátima Novaes. O crime na cor: escravos e forros no alto sertão da Bahia (1830-1888)-São Paulo 1999
O título do livro ’’O crime na cor’’foi de grande importância e deve ser usado sempre como referência para a obra, é bastante claro o fato de que ser negro neste período e neste contexto histórico era um crime que em muitos casos descritos era punido com a morte.
A autora apesar de não encontrar fontes que definam o quotidiano dos escravos e forros no sertão baiano sem um olhar de estrangeiro e também por haver pouca pesquisa acadêmica sobre o assunto foi buscar através de 111 processos criminais a base para seu trabalho de dissertação que foi divido em três partes, na primeira parte foi analisado o panorama geral da região, na segunda a criminalização foi o tema e por último a relação entre escravos e senhores.
A importância dos tropeiros (forros, libertos, estrangeiros) é bem evidenciado pela autora, o transporte das mercadorias no sertão era um trabalho estafante, devido às grandes distâncias percorridas.
Os escravos e forros desempenhavam inúmeras funções, partilham espaços comuns no trabalho e em suas diversões, os plantéis que eram considerados médios ou pequenos com até 18 escravos por proprietário que utilizavam a dominação senhorial e praticas repressivas para maior controle social que era feita através de leis chamadas de posturas onde escravo tinha inúmeras proibições incluindo direito de ir e vir e o toque de recolher, onde o senhor era o verdadeiro interessado, pois era seu trabalhador que poderia ser punido.
A descoberta feita através destes processos de que no sertão baiano não havia feitores e que a pena de morte era utilizada para crimes cometidos por escravos torna a escravidão no sertão como uma das mais cruéis e a descrição dos castigos afligidos por senhores é de uma atrocidade sem limite onde a morte para muitos era tida como um prêmio.
A resistência escrava não era diferente de outras regiões do Brasil, o negro nunca foi passivo como alguns autores costumam definir e a autora faz uma critica ao autor Gilberto Freire e Senzala sobre esses relacionamentos que é descritos como benevolente por parte dos senhores, é bom sempre lembrar que existe os dois lados, nada é definitivo.
O fato do sertão baiano nesta obra se referir a duas regiões distintas, Rio das Contas e Caetité e estarem descritas ao mesmo tempo requer muita atenção do leitor, é necessário sempre dar uma segunda olhada para ver de onde esta se falando, ás vezes refere-se á região como um todo.
Algumas vezes as crueldades impostas aos escravos e descritas pela autora sem meias palavras, baseada nos processos criminais é difícil de aceitar, mesmo sabendo que são verdadeiras principalmente tendo conhecimento que muitos destes castigos eram feitos dentro da lei.
domingo, 25 de julho de 2010
A Igreja Católica na América Espanhola
Resenha do livro “A igreja Católica na América Espanhola” de J.H. ELLIOT, solicitada pela professora Kylma Kram.
A igreja Católica na América Latina Colonial é descrita pelo autor baseada principalmente no que foi descrito pelos clérigos que aqui chegaram e não pela suntuosidade dos templos que foram construídos nesse período e nem pelas riquezas adquiridas pelos padres.
O domínio da igreja católica na América Latina no período colonial e o início do declínio dessa mesma na Europa com o aparecimento do protestantismo foi colocada como se fosse uma recompensa pelo espaço perdido durante este período na península ibérica.
A obrigação de transformar em católico os nativos que aqui viviam era o principal objetivo da Coroa e dos padres que desembarcavam na nova terra principalmente porque a Coroa de Castela assumiu o controle da igreja católica a partir de 1524 onde indicava aos cargos eclesiásticos, pagava salários e construía igrejas, mosteiros e hospitais com os dízimos cobrados; a igreja passou a servir ao Estado o que a deixou em situação desconfortável apesar de muitos eclesiásticos serem a favor de servir ao rei e não ao papa; havia também os que não concordavam com o tratamento dado aos nativos o que gerou inúmeros conflitos durante o período colonial sendo que o primeiro deles foi nas Antilhas onde os índios não eram oficialmente escravos, mas eram tratados como tal, já que os colonos adquiriram direitos sobre eles.
As atividades missionárias a partir de 1540 no novo mundo ganharam uma nova feição ao ser criada a Companhia de Jesus que procurou implantar um novo cristianismo, tendo sida criada com um ideal reformador possuindo homens devotados na divulgação do evangelho e profundo conhecedores de teologia o que os tornou defensores dos índios.
A importância dos jesuítas na educação na América colonial e as bases lançadas para o crescimento do ensino no século XVII foi de extrema importância, mesmo que no início os interesses religiosos fossem primordiais, as necessidades do clero era a formação de teólogos e filósofos.
As ordens religiosas femininas segundo o autor não foram muito importantes, não tinham função missionária a finalidade principal era formar moças para o casamento e aceitar como membro efetivo as solteiras, a discriminação em relação às nativas existia sendo que a participação das índias nas ordens se dava apenas através do trabalho.
A igreja na América colonial tornou-se uma cópia da igreja da Península Ibérica no século XVII e não aceitava a sobrevivência das religiões pagãs que persistiam em muitas regiões intensificando a pregação contra a idolatria e usando processos inquisitórios, mesmo que as utilizações desses processos fossem para outros grupos já que não possuíam jurisdição sobre índios.
A inquisição na América espanhola foi também contra negros, escravos e homens livres além de judeus, a religião africana não era aceita pela igreja católica que a via como uma religião satânica e que deveria ser banida o que não foi conseguido, pois a sobrevivência dessas religiões foi efetuada através da fachada da aceitação do catolicismo.
O crescimento da igreja e o enriquecimento dos jesuítas trouxeram temores para reis da Espanha já que os padres estavam mais forte do que próprio estado o que fez com que os reis lançassem uma campanha anti jesuítica para derrubar o poder do estado, fato que perdurou por todo o século XIX.
A predominância no texto é para o México e América Central a América do Sul foi relevada a um segundo plano na maior parte do tempo, a um leitor mais desatento parecerá que o tema é principalmente sobre a igreja constituída na Espanha e não sobre a igreja católica na Colônia que na verdade era quem realmente governou quase todo o período colonial, sendo que a Companhia de Jesus foi criada para fortalecer a igreja católica quando a mesma perdia terreno para a Reforma Religiosa que ocorria na Europa.
Para falar da igreja no novo mundo é preciso acrescentar que mesmo com a intensa dominação do catolicismo outras religiões foram mescladas tornando a igreja e seus missionários algo bem diferente, tanto Roma quanto a Espanha estavam do outro lado do Atlântico.
A igreja Católica na América Latina Colonial é descrita pelo autor baseada principalmente no que foi descrito pelos clérigos que aqui chegaram e não pela suntuosidade dos templos que foram construídos nesse período e nem pelas riquezas adquiridas pelos padres.
O domínio da igreja católica na América Latina no período colonial e o início do declínio dessa mesma na Europa com o aparecimento do protestantismo foi colocada como se fosse uma recompensa pelo espaço perdido durante este período na península ibérica.
A obrigação de transformar em católico os nativos que aqui viviam era o principal objetivo da Coroa e dos padres que desembarcavam na nova terra principalmente porque a Coroa de Castela assumiu o controle da igreja católica a partir de 1524 onde indicava aos cargos eclesiásticos, pagava salários e construía igrejas, mosteiros e hospitais com os dízimos cobrados; a igreja passou a servir ao Estado o que a deixou em situação desconfortável apesar de muitos eclesiásticos serem a favor de servir ao rei e não ao papa; havia também os que não concordavam com o tratamento dado aos nativos o que gerou inúmeros conflitos durante o período colonial sendo que o primeiro deles foi nas Antilhas onde os índios não eram oficialmente escravos, mas eram tratados como tal, já que os colonos adquiriram direitos sobre eles.
As atividades missionárias a partir de 1540 no novo mundo ganharam uma nova feição ao ser criada a Companhia de Jesus que procurou implantar um novo cristianismo, tendo sida criada com um ideal reformador possuindo homens devotados na divulgação do evangelho e profundo conhecedores de teologia o que os tornou defensores dos índios.
A importância dos jesuítas na educação na América colonial e as bases lançadas para o crescimento do ensino no século XVII foi de extrema importância, mesmo que no início os interesses religiosos fossem primordiais, as necessidades do clero era a formação de teólogos e filósofos.
As ordens religiosas femininas segundo o autor não foram muito importantes, não tinham função missionária a finalidade principal era formar moças para o casamento e aceitar como membro efetivo as solteiras, a discriminação em relação às nativas existia sendo que a participação das índias nas ordens se dava apenas através do trabalho.
A igreja na América colonial tornou-se uma cópia da igreja da Península Ibérica no século XVII e não aceitava a sobrevivência das religiões pagãs que persistiam em muitas regiões intensificando a pregação contra a idolatria e usando processos inquisitórios, mesmo que as utilizações desses processos fossem para outros grupos já que não possuíam jurisdição sobre índios.
A inquisição na América espanhola foi também contra negros, escravos e homens livres além de judeus, a religião africana não era aceita pela igreja católica que a via como uma religião satânica e que deveria ser banida o que não foi conseguido, pois a sobrevivência dessas religiões foi efetuada através da fachada da aceitação do catolicismo.
O crescimento da igreja e o enriquecimento dos jesuítas trouxeram temores para reis da Espanha já que os padres estavam mais forte do que próprio estado o que fez com que os reis lançassem uma campanha anti jesuítica para derrubar o poder do estado, fato que perdurou por todo o século XIX.
A predominância no texto é para o México e América Central a América do Sul foi relevada a um segundo plano na maior parte do tempo, a um leitor mais desatento parecerá que o tema é principalmente sobre a igreja constituída na Espanha e não sobre a igreja católica na Colônia que na verdade era quem realmente governou quase todo o período colonial, sendo que a Companhia de Jesus foi criada para fortalecer a igreja católica quando a mesma perdia terreno para a Reforma Religiosa que ocorria na Europa.
Para falar da igreja no novo mundo é preciso acrescentar que mesmo com a intensa dominação do catolicismo outras religiões foram mescladas tornando a igreja e seus missionários algo bem diferente, tanto Roma quanto a Espanha estavam do outro lado do Atlântico.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
NEGROS URBANOS EM SÃO PAULO (1850-1880)
Somente recentemente a historiografia tirou do anonimato a figura do negro e procurou desmitificar a imagem de violento, brigão e outros adjetivos depreciativos que lhe são atribuídos mostrando que seus valores sempre foram relegados ao anonimato devido a História ter sido apresentada por muito tempo apenas pelo lado dominante.
Utilizando principalmente processos criminais do período a autora demonstrou que a fala do negro foi ouvida mesmo que de forma pequena e precisamente na maioria dos casos para procurar justificar seu comportamento considerado desviante, com a chegada do imigrante o processo de branqueamento foi iniciado, mas não melhorou os preconceitos existentes, a periferia foi onde passou a ser sua moradia e a confirmação de sua exclusão da cidade, seu inconformismo com as muitas situações vividas gerou atitudes por vezes extremas, onde o crime contra seu senhor por vezes era utilizado, segundo escravocratas da época esses crimes sempre se justificariam por ser legitima defesa, ao contrário dos senhores que o simples fato de ser negro já era um meio para justificar qualquer ato negativo, fortalecendo um preconceito que se perpetuaria e atravessaria gerações chegando até os dias atuais.
A resistência dos negros contra a situação de escravidão em que viviam ia além dos crimes cometidos, através de seus cultos religiosos, suas irmandades, suas danças, seus alimentos e muitas outras coisas usadas que serviam como arranjos para a preservação de sua cultura, inclusive o fato de utilizar a rua como espaço de sociabilidade, ter seus próprios territórios e marcar sua presença em festas religiosas dos brancos mesmo estando na entrada das igrejas, da cidade, acompanhando as procissões pelos lados, pelo fim, comemorando acontecimentos que lhes eram indiferentes, era a maneira peculiar de dizer “Estou aqui”, continuou lutando pela sobrevivência mesmo que isso signifique aprender o oficio do senhor, utilizando a prostituição e a prática de curandeirismo como meio para comprar sua alforria, com estas estratégias utilizadas foi possível o resgate histórico de suas lutas pela sobrevivência em um mundo que era marcado pela hostilidade.
Referência:
WISSENBACH, Maria Cristina Cortez, Sonhos Africanos e Vivências Ladinas, Editora Hucitec Historia Social USP, São Paulo, 1998
Somente recentemente a historiografia tirou do anonimato a figura do negro e procurou desmitificar a imagem de violento, brigão e outros adjetivos depreciativos que lhe são atribuídos mostrando que seus valores sempre foram relegados ao anonimato devido a História ter sido apresentada por muito tempo apenas pelo lado dominante.
Utilizando principalmente processos criminais do período a autora demonstrou que a fala do negro foi ouvida mesmo que de forma pequena e precisamente na maioria dos casos para procurar justificar seu comportamento considerado desviante, com a chegada do imigrante o processo de branqueamento foi iniciado, mas não melhorou os preconceitos existentes, a periferia foi onde passou a ser sua moradia e a confirmação de sua exclusão da cidade, seu inconformismo com as muitas situações vividas gerou atitudes por vezes extremas, onde o crime contra seu senhor por vezes era utilizado, segundo escravocratas da época esses crimes sempre se justificariam por ser legitima defesa, ao contrário dos senhores que o simples fato de ser negro já era um meio para justificar qualquer ato negativo, fortalecendo um preconceito que se perpetuaria e atravessaria gerações chegando até os dias atuais.
A resistência dos negros contra a situação de escravidão em que viviam ia além dos crimes cometidos, através de seus cultos religiosos, suas irmandades, suas danças, seus alimentos e muitas outras coisas usadas que serviam como arranjos para a preservação de sua cultura, inclusive o fato de utilizar a rua como espaço de sociabilidade, ter seus próprios territórios e marcar sua presença em festas religiosas dos brancos mesmo estando na entrada das igrejas, da cidade, acompanhando as procissões pelos lados, pelo fim, comemorando acontecimentos que lhes eram indiferentes, era a maneira peculiar de dizer “Estou aqui”, continuou lutando pela sobrevivência mesmo que isso signifique aprender o oficio do senhor, utilizando a prostituição e a prática de curandeirismo como meio para comprar sua alforria, com estas estratégias utilizadas foi possível o resgate histórico de suas lutas pela sobrevivência em um mundo que era marcado pela hostilidade.
Referência:
WISSENBACH, Maria Cristina Cortez, Sonhos Africanos e Vivências Ladinas, Editora Hucitec Historia Social USP, São Paulo, 1998
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