CARLOTA JOAQUINA
Uma mulher com um propósito na vida, chegar ao poder não importando qual fosse o meio, não estava em seus planos ser uma figura secundária na história, papel que sempre foi desempenhado pelas mulheres de sua época, neste período cabia a mulher ser submissa, obediente a igreja justificava este comportamento e ela como uma católica deveria seguir estes dogmas e não fazer parte das poucas mulheres que conseguiram escrever seus nomes na história, mesmo não deixando os ideais religiosos de lado ela procurou atingir seus sonhos.
Ser rainha, o meio mais rápido seria destituindo o marido do cargo de rei, isto ela tentou através de meios ilícitos como intrigas, com ajuda de alguns conterrâneos da Espanha, não deu certo D. João VI foi avisado de seu plano, passaram a viver separados, outra saída largamente utilizada por muito tempo foi ridicularizando a imagem do marido, o que de certa forma deu certo, seus pontos negativos, com a sua ajuda ou não, chegaram até os dias de hoje, alguns historiadores o elegem como guloso lerdo, preguiçoso, esta imagem foi aos poucos sendo substituída por o único homem que conseguiu enganar Napoleão, e Portugal passou a ser um dos poucos países que não se curvou ao imperador que para Carlota Joaquina era alguém de confiança, este foi um dos seus maiores seus maiores enganos, para ela Napoleão estava ajudando a Espanha, não conseguia enxergar que seus país de origem era apenas um trampolim para Napoleão chegar até Portugal e atingir a Inglaterra a pedra no sapato da França,por muitos anos.
Não houve saída para a monarquia portuguesa, a fuga foi inevitável, a, família real embarcou para o Brasil com a ajuda da Inglaterra, totalmente contrário a idéia da rainha, ficar longe de sua amada Espanha, no seu olhar longe da civilização, viver em um lugar totalmente diferente dos salões onde costumava freqüentar em Portugal, aqui chegando não foi diferente a relação com seu marido continuaram a viverem separados, apenas nas solenidades comparecia ao lado dele, o que podemos chamar de “para inglês ver.”.
Seus plano de poder mais uma vez teve uma grande oportunidade de se concretizar, as possessões da Espanha na América eram muitas, Napoleão dominava quase toda a Europa, as colônias estavam apenas com os vice reis no poder, ela achava que por direito o lugar de rainha na região da Prata lhe pertencia, tentou de várias maneiras assumir este lugar, não teve apoio do marido,seus planos foram todos frustrados, novamente não chegou ao trono. Apesar de tantas tentativas infrutíferas o que de certa forma lhe trouxe uma sensação de vitoria foi o fato de posteriormente seu filho predileto ter assumido o trono na Espanha, isto foi possível através de suas maquinações. Ela passou para a História como uma mulher perfídia, feia, louca e não como deveria ser uma batalhadora que com poucos meios fez de sua vida uma luta constante em busca do seu objetivo maior, ser uma rainha não importando se na Europa ou na América.
Referência:
GOMES, Laurentino, 1808: como uma rainha louca e um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil.-3. ed.-São Paulo: Editora Planeta do Brasil,2009.
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domingo, 27 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Carlota Joaquina(Princesa espanhola e rainha de Portugal)25/04/1775, Aranjuez (Espanha) 7/01/1830, Lisboa (Portugal)
Filha primogênita do rei da Espanha Carlos 4° e de sua esposa, D. Maria Luísa Teresa de Bourbon, Carlota Joaquina de Bourbon nasceu em Aranjuez, em 25 de abril de 1775. Com apenas dez anos, casou-se por procuração com o príncipe de Portugal D. João, em um acordo de aliança entre os dois países. Após a morte de seu irmão primogênito D. José, D. João tornou-se príncipe regente e depois rei de Portugal, com o nome de D. João 6°. Descrita por muitos da época como uma pessoa feia, Carlota possuía um temperamento forte e voluntarioso, o que dificultava a sua relação com outras pessoas. Comenta-se que, durante a lua de mel, teria agredido o seu marido com uma dentada para que o casamento não fosse consumado. Extremamente ambiciosa, a princesa tentou logo dominar o seu marido, que não cedeu às suas vontades, e com isso ela acabou se afastando de sua presença. Com a doença de D. Maria 1°, que se encontrava com problemas mentais, D. João se muda para o palácio de Mafra, onde governa o país como príncipe regente, enquanto sua esposa continua a viver no palácio de Queluz com a família real. Carlota Joaquina foi mãe de nove filhos: Maria Teresa, Antonio Pio, Maria Isabel Francisca, Pedro de Bragança (futuro imperador do Brasil), Maria Francisca, Isabel Maria, Miguel I, Maria da Assunção, Ana de Jesus. Embora, até o último momento tenha tentado continuar em Portugal, com a invasão das tropas napoleônicas ao país, em 1807, foi obrigada a embarcar para o Brasil com o marido, os filhos e o restante da corte portuguesa. No Rio de Janeiro, preferiu sempre morar longe do marido, em locais bucólicos, como Botafogo. Os dois apenas se reuniam em algumas solenidades públicas. Se estava mal-humorada, mandava chicotear transeuntes que não se ajoelhavam quando ela passava com seu cortejo. Como representava constante perigo a autoridade do príncipe, o regente conseguia espiões para vigiá-la e a princesa subornava outros tantos para estar sempre abastecida de informações do que ocorria no Palácio Real e na Quinta da Boa Vista. Um dos mais conhecidos espiões foi Francisco Gomes da Silva, apelidado de Chalaça, que serviu várias vezes de espião entre o rei e a rainha e vice-versa. Além de avisá-lo sobre as possíveis conspirações da rainha, estes informantes também contavam ao regente sobre as aventuras amorosas de sua mulher, que possuía vários amantes. Por diversas vezes, Carlota Joaquina tentou tomar o poder de seu marido. Em 1805, ainda em Portugal, o regente descobriu uma conspiração tramada por sua esposa que, com o apoio de nobres e eclesiásticos, planejava tirar D. João do poder, declarando-o incapaz. Como a Espanha, seu país natal, se encontrava em poder de Napoleão com toda a sua família prisioneira, Carlota concebeu um plano para governar as colônias espanholas, se transformando na rainha do Rio da Prata. O projeto fracassou, inclusive pela falta de interesse de D. João, que impediu que consumasse o golpe planejado. Em 1816 foi aclamada rainha, após o falecimento de D. Maria 1ª em 1816. Com a revolução do Porto, em 1820, voltou para a Europa juntamente com a família real. Já em terras lusitanas, manifestou-se contra ao regime constitucional e por isso teve a cidadania portuguesa cassada. Confinada na Quinta do Ramalhão, conspirou para a volta do absolutismo e, com a morte do marido, estimulou o filho, D. Miguel, a se apoderar da coroa, que lhe seria tirada posteriormente por D. Pedro I do Brasil (D. Pedro IV de Portugal). D. Carlota Joaquina morreu em Lisboa, no palácio de Queluz, em 7 de janeiro de 1830.
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